Ética na inteligência artificial: princípios éticos que devem guiar o desenvolvimento e uso da IA no contexto legal

Autores

  • Marcela Andrade Duarte Faculdade de Direito do Sul de Minas - FDSM
  • Luiz Felipe Andrade Nascimento Faculdade de Direito do Sul de Minas - FDSM

Resumo

A Inteligência Artificial (IA) tem transformado o cenário jurídico contemporâneo, oferecendo ganhos de eficiência, celeridade e precisão na análise de dados, bem como ampliando o acesso à justiça e otimizando a tomada de decisões. Porém, sua aplicação no Direito levanta algumas preocupações importantes, especialmente no que tange à transparência, responsabilização e proteção de direitos basilares. Dessa forma, este artigo examina os princípios éticos que devem guiar o desenvolvimento e aplicação da IA no contexto legal, analisando tanto os seus benefícios quanto os seus riscos, desde a opacidade decisória a vieses algorítmicos. O seu método, combinou revisão bibliográfica de fontes acadêmicas e documentos normativos, com reflexão e análise crítica de casos práticos de implementação, principalmente no judiciário brasileiro. Conclui-se que a inserção da IA no meio jurídico deve ser alicerçada em princípios éticos, técnicos e jurídicos claros, equilibrando inovação, equidade e incorporando princípios como accountability. Garantindo que a Inteligência Artificial sirva como um instrumento de apoio, nunca substituta, do julgamento humano, a coexistência harmoniosa entre tecnologia e jurisdição exige um marco regulatório adaptável, construído por meio de diálogos entre juristas, técnicos e sociedade civil.

Biografia do Autor

Marcela Andrade Duarte, Faculdade de Direito do Sul de Minas - FDSM

Mestre em Direito, com concentração em Constitucionalismo e Democracia, pela Faculdade de Direito de Sul de Minas (FDSM). Professora de Direito das Obrigações, Direito do Consumidor, Direito Previdenciário e Introdução à prática jurídica na Faculdade de Direito do Sul de Minas (FDSM). Membro dos Grupos de Pesquisa Margens do Direito e Paradoxos do Direito Global (PPGD/FDSM). Membro da Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados (ANPPD) e da Associação Nacional de Advogados de Direito Digital (ANADD). É advogada e consultora em Implementação Prática da LGPD/GDPR pela Privacy Academy (2020). Atua em regime de parceria com o Centro de Segurança Cibernética (CxSC Telecom Inatel) em consultorias, treinamentos e eventos acadêmicos e sociais.

Luiz Felipe Andrade Nascimento, Faculdade de Direito do Sul de Minas - FDSM

Graduando em Direito pela Faculdade de Direito do Sul de Minas (FDSM).

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Publicado

2025-08-30

Edição

Seção

Dos Artigos Originais